Perguntas

Aqui você poderá encontrar algumas perguntas que me fizeram e minhas respostas. Talvez alguma pergunta seja sua também. Ou você poderá enviar a sua questão para o contato clicando aqui ou descendo a página.
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Ter consciência de si mesmo…

Pergunta:  Mergulhar nas águas primordiais em busca do próprio diamante não é tão fácil… Por que ter consciência de si mesmo é uma dura e permanente luta?

Resposta:  Não é fácil. Eu nunca digo que é. Mas também não é difícil, quando se quer realmente a verdade sobre si mesmo. Fica menos difícil quando entendemos que o único instrumento que temos está no nosso interior e que precisamos desvendar todas as nossas entranhas e arrancar de lá qualquer pedregulho que nos impeça de seguir adiante. É uma luta árdua, é verdade, e ela acontece todos os dias, ou melhor em todas as nossas noites (partes de nós).

RAMCHAL diz que somos trabalhadores diaristas. Ele está absolutamente certo nessa afirmação. Eu peço licença a sua alma, de abençoada memória, para complementar dizendo que somos vigias noturnos, pois temos que atravessar nossas noites em vigília (como faz RA – o Sol) e entregar um relatório do que encontramos para aquela parte de nós que é diarista e, assim, complementar o trabalho durante o dia.

Esse não é um trabalho fácil de se fazer sozinho… Não conheço ninguém que tenha feito. Sempre recebemos ajuda, quando demonstramos a VONTADE em todos os seus aspectos… entrega, confiança, mãos dadas, apoio, comunhão, torcida a favor, quando conjugamos o verbo para todos… “eu posso, ele pode, ela pode, vc pode também… portanto, juntos nós podemos“.

Aprender com os animais…

Pergunta:  Fiquei pensando no salmão, quando você falou sobre aprender com os animais. E a pergunta que fica é: Vale a pena o esforço? Vale a pena nadar o tempo todo contra a corrente?  

Resposta

Há muito tempo, eu assisti a um documentário sobre o salmão e fiquei impressionada com a sua jornada. É impressionante a travessia que ele faz, é uma verdadeira odisséia!
O salmão nasce no rio mas, quando chega na idade adulta, começa a descer o rio e se transformar (uma adaptação que acontece para viver no mar). Vive no mar (não sei por quanto tempo) e, na época da procriação, ele precisa encontrar o rio em que nasceu!! A sua origem!!

Então ele começa a subir, e essa subida – contra a correnteza – desgasta muita energia. O pobrezinho chega lá em cima com um fio de força que lhe resta. E utiliza esse resto de energia para procriar – a maioria morre depois disso.
Ele nasce no rio, mas vive no mar. Depois precisa encontrar o caminho de volta ao seu lugar de origem… dentro de um “mar de possibilidades”, onde deságuam muitos rios! Ele precisa encontrar o seu próprio rio e fazer o esforço da subida.

Nossa! Realmente, temos muito o que aprender com os bichinhos… Esse processo contra a correnteza acontece muito dentro do nosso organismo, mas não pensamos sobre isso (nem precisamos pensar! Fomos criados para nos ocupar com outras coisas!) Mas a gente pode pensar, realmente, em fazer o mesmo processo no interior do nosso ser e na vida. Nadar contra a correnteza não é um trabalho fácil, mas fortalece a alma e nos leva ao lugar de origem…

Ouvir o Coração…

Pergunta: O que significa ouvir o coração e agir a partir dele?

Resposta: Ouvir o coração é algo importante e muito diferente de ouvir os sentimentos. Nós temos quatro corpos que existem ao mesmo tempo, mas nem sempre se integram:  o físico, o emocional, o mental e o espiritual. Precisamos unir nosso físico, nossas emoções e pensamentos para atingirmos o corpo espiritual.
O coração serve como um ponto de inteligência que está além da superfície da mente comum. Tudo que nos acontece pode ser levado a esse ponto e analisado e integrado aí. Para ouvir o coração é preciso, primeiro, levar tudo aquilo que é nosso até lá – o lugar da harmonia, da coerência e da união das nossas partes. Cada vez que levamos nossa personalidade (nossos corpos físico, emocional e mental) ao coração, caminhamos em direção ao desejo da alma – a elevação espiritual.

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